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Como é bom ter 40 mais!

  • Foto do escritor: Wanja
    Wanja
  • 23 de mar. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 4 de out. de 2022

Só percebi que estava nos 40 aos 43 anos, dá para acreditar? Um belo dia olhei para o espelho e pensei, estou envelhecendo, mudei. Comecei a perceber as minhas mudanças corporais, descobri que engordar virou uma tarefa fácil demais e emagrecer é quase impossível. Encontrei novas rugas e uma quantidade absurda de cabelos brancos. Flacidez, celulites? Eternos coadjuvantes da minha história.


Entendi as minhas mudanças de comportamento. Meu gosto por entretenimento mudou, meu estilo de roupas está completamente diferente, minhas exigências ficaram mais específicas e a minha tolerância é quase zero. Parei de me importar, cem por cento, com o que os outros pensam e não levo, de jeito nenhum, desaforo para casa.


E assim acordei para a realidade, sou uma coroa! E agora? Como encarar a velhice numa boa? Será que estou passando por uma crise? Não posso negar, me encontro em meio de um turbilhão de dúvidas, mas ao mesmo tempo percebi que aquela gordurinha e a minha comunidade de celulites já não me incomodam mais, como me incomodavam aos vinte anos, quando eu mal tinha barriga. O excesso de peso me perturba um pouco sim, eu quero me cuidar e manter o corpo, mas por razões diferentes. É mais por uma questão de satisfação pessoal, pela saúde e enquanto não chego lá, tudo bem. No meu conceito, padrões impostos pela sociedade virou cafona, "cafonérrimo"!


Percebi que não tenho mais medo de errar, se quero mudar de área profissional, eu mudo. Se quero fazer uma tatuagem eu faço, assim como um novo esporte e novos desafios. Tudo dentro de uma responsabilidade, é óbvio. Aprendi direitinho que o não e a crítica a gente já tem, então foda-se. Aliás, foda-se virou o meu mantra preferido. Quero me amar a cima de tudo e de todos. As minhas asas são minhas e não dou para ninguém, sacou?


Não sou mais a garota popular da faculdade como também deixei de ser um objeto de desejo masculino, graças a Deus, já passei por muitas situações cansativas e constrangedoras. Hoje sou uma mulher interessante e estou adorando ser assim, imponho sabedoria e respeito. É hora de realizar!


As coisas fluem depois dos 40. Aos 41 para 42 anos, resolvi desengavetar um livro parado, o qual eu tinha uma grande insegurança para terminar, meu romance policial, Carcamano, foi lançado no final do ano passado nos meus 43 anos, na amazon.com.br, e realizei o meu sonho de ser escritora. Hoje abro a boca para falar, "sou escritora".


Aos 44 anos resolvi virar YouTuber e estou com um canal onde dou dicas de produtos e falo sobre ser uma mulher de 40 mais, se não fizer sucesso? Tudo bem, faço porque quero e posso! Assim como resolvi escrever esse blog. Você vai me perguntar? Blog não está ultrapassado? Te respondo, e daí?


Sou livre para ser quem eu quero ser. Ninguém paga as minhas contas e não devo satisfações. Não é a coisa mais incrível que poderia acontecer? E para estar ao meu lado é preciso me entender porque com certeza compreenderei as necessidades alheias sem julgar, porque cada um que viva a sua vida da forma que lhe convier. E isso, eu também aprendi com a maturidade.


Descobri que entrar nos Enta é sensacional, e ninguém me segura porque a vida realmente só está começando. Livre das preocupações de beleza e juventude, sinto-me plena para continuar. Faço questão de dizer que tenho 44 anos hoje e me amo, sou independente emocional e financeiramente, como é boa essa sensação.


Ai os quarenta... somos absolutas! E o objetivo principal dos meus quarenta e poucos anos? Qualidade de vida! Que venham os cinqüenta e sessenta, se Joga!






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