Não quis ter filhos! Egoísmo ou liberdade?
- Wanja

- 1 de set. de 2020
- 4 min de leitura
Atualizado: 26 de jul. de 2021
Todas nós temos uma ideia dos benefícios de ter filhos, concorda? Um filho traz alegria à casa, o amor incondicional, a ligação para o resto da vida, descobertas e aprendizados. Também sabemos que essa é uma grande realização para a maioria das mulheres e que procriar pode trazer uma sensação de continuidade e a tranquilidade de ter alguém especial que vai cuidar de você na velhice.
O que muitas mulheres ignoram na hora de tomar uma decisão tão importante como essa é saber separar o que é uma empolgação de momento, uma cobrança da sociedade, uma curiosidade do que é o real desejo de passar pela maternidade. Encarar a gravidez, os choros, a amamentação e um ser que precisará de você para sempre são questões que vão mudar completamente a o estilo de vida de uma mulher e devem ser ponderados com cuidado.
Ser mãe é uma responsabilidade que muitas mulheres não entendem ou não têm tal competência. Infelizmente conheço casos de mulheres que procriaram e deixaram seus filhos para os pais , avós e ex maridos cuidarem, quando muito fazem uma visita para marcar presença e afagar a culpa do abandono.
Também já vi casos de mães que se arrependeram e vivem uma vida infeliz, depressiva. Tiveram filhos por algum motivo que não fosse o encantamento da maternidade e tudo isso é muito triste porque quem mais sofre com essas atitudes são as crianças. É preciso ter maturidade e saber muito bem se é capaz de passar por essa jornada porque ser mão não é moleza.
Hoje vivemos em um mundo com mais liberdade de escolha, não livre de julgamento e preconceitos, mas que te permite escolher o seu caminho mais sensato. Vejo muitas mulheres aderindo ao movimento Childrenless, mulheres que preferem e se permitem optar por não ter filhos. Uma pesquisa feita nos E.U.A. revela que uma em cada cinco mulheres americanas não quer ser mãe.
O que eu, particularmente, gosto nesse movimento é que as mulheres que presam pela sua liberdade de escolha não estão mais sozinhas. E essa nova realidade pode trazer mais conforto e gerar menos preocupações futuras para as mulheres que querem seguir seu rumo, sem passar pela maternidade. Essa é um opção individual e deve ser respeitada!
Eu sou uma dessas mulheres e decidi não ter filhos e não me arrependo dessa decisão. Eu nunca me encantei pela maternidade. Só de pensar em amamentar me dá até nervoso, mal consigo pegar um recém nascido sem ficar com receio de machucá-lo. Não tenho esse encantamento e preferi abdicar desse meu direito materno por saber que eu não teria a menor competência de ser mãe.
Dou o meu depoimento no vídeo no meu canal do Youtube, Wanja Leite, e vou deixar no final dessa matéria para quem tiver a curiosidade de entender o motivo de uma mulher madura que decidiu não passar por essa experiência.
Como parte dessas mulheres que assumiram tal posicionamento vou mostrar 05 motivos pelos quais preferi não ter filhos. Vou parecer um pouco fria e insensível, mas não sou nada disso. Não é egoísmo, é a escolha pela minha adoração por liberdade.
1- Liberdade de escolha: sempre gostei de ser livre. Me considero uma mulher que gosta de família, adoro estar casada, tenho uma enteada linda que eu realmente amo, mas saber que nada nesse mundo realmente me prende e me impede de tomar qualquer decisão relacionada à minha vida não tem preço.
2- Independência: Nesse caso me refiro ao fato de não ter um ser humano que vá depender de mim para o resto da vida. Não me sinto capaz de me responsabilizar por essa dependência, ou pelos atos de outra pessoa, nem nas preocupações que um filho te traz em quase todas as fases da vida.
3-Sem rotina: Bom essa é uma questão bem particular. Eu nunca gostei de rotina e depois de adulta essa sempre foi uma dificuldade para mim. Oscilei muito os meus horários de faculdade, um semestre estudava de manhã, outro à noite. Depois fiz carreira como produtora que nunca tem uma rotina e sempre trabalhei como PJ (pessoa jurídica). Não me veria tendo que me adaptar à rotina do filho de levar à colégio, médicos, terapia, atividades físicas, cursos. Eu não tenho essa competência.
4- Financeiramente: Como mencionei, sou freelancer e essa foi uma questão que também pesou. O custo de se ter filhos é desesperador, confesso que escolhi poder passar a minha vida com uma condição confortável e como ainda não enriqueci, ter filho estava totalmente fora do meu orçamento.
5- Falta de vontade: Por fim, é preciso coragem para assumir que você não quer usar um dom que Deus te deu de procriar. Não é uma decisão fácil. Não sei como acontece com as outras mulheres, mas desde pequena, apesar de sempre amar brincar de bonecas, nunca tive vontade e o real desejo de ser mãe.
Por isso, volto a dizer que essa é uma escolha que deve ser feita com muita cautela. E viva as novas gerações que não precisarão passar por uma educação paternalista e terão suas essências e personalidade mais diferenciadas, podendo escolher o que realmente quer para si longe de julgamentos e acusações.
Vídeo do depoimento no Youtube, se curtir, se inscreva no canal!!!




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