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Empatia, a palavra da moda.

  • Foto do escritor: Wanja
    Wanja
  • 17 de mar. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 18 de mar. de 2021

Vamos ter um papo cabeça hoje por aqui?


As palavras da moda vulgarizam tanto que acabam perdendo o real sentido do significado e a gente nem nota. Fiz uma jornada do autoconhecimento com um professor universitário, @pedrocalabrez, dono do Canal: Neurovox no Youtube. Esse workshop me fez refletir sobre muitas coisas e ainda vou falar mais sobre esse efeito do evento sobre mim, mas hoje gostaria de falar algo que me chamou a atenção.


De cara não tenho como agradecer por tanto aprendizado. Ao longo da jornada, o professor falou sobre algumas palavras que entram na moda e são usadas com significado equivocado, uma delas me fez entender um pouco melhor algumas opiniões diferentes da minha. Ponto de vista de pessoas muito próximas que me deixava realmente chateada, então talvez, compartilhando o meu aprendizado, eu possa ajudar e aliviar outra pessoa como eu.


Se eu te perguntar o que é empatia? Aposto que falaria que empatia é saber colocar-se no lugar do outro. Pois é! Eu também responderia isso. Inclusive no Aurélio o significado de Empatia é "A capacidade psicológica para se identificar com o eu do outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas. Ato de se colocar no lugar do outro".


O que ninguém consegue interpretar é que esse "ato de se colocar no lugar do outro" refere-se à compreensão e afinidade que será o máximo que você conseguirá fazer. Você já parou para pensar o quão impossível seria estar no lugar de alguém? Além das questões genéticas que já te diferencia de outro ser humano, inclusive mentalmente, todo o âmbito externo como uma educação diferente, vida social, experiência, vivência influenciam, em enorme escala, na diferença entre os indivíduos. Então você nunca poderá colocar-se no lugar do próximo porque levaria a sua vivência para a vida dessa pessoa e isso nunca vai deixar a situação nem ao menos parecida uma com a outra.


Ficou confuso? Vou dar um exemplo: Eu sou uma pessoa de classe média, nunca passei por necessidades, nem fome. Eu nunca poderei falar com convicção sobre as reais necessidades e sofrimentos que uma pessoa pobre passa porque se eu me colocasse no lugar dessa pessoa, a minha experiência seria a vivência que tive até hoje na pele dessa pessoa necessitada, compreende?


Parece papo de maluco, mas quando você entende de verdade a questão, tudo clareia. É óbvio que eu nunca vou conseguir me colocar no lugar dessa pessoa, para isso eu teria que ter vivido tudo o que ela passou. O que posso é me compadecer, sentir afinidade, entender e ajudar com amizade e compreensão.


A empatia na verdade é entender os motivos, as vivências do outro, respeitar a sua dor sem contestações e aí sim você se solidariza com o que alguém está passando. É compreende seus sentimentos e emoções. Eu nunca havia analisado a empatia por esse ponto de vista. Essa compreensão parece óbvia, mas não é e quando analisada, as interpretações sobre algumas questões da vida muda muito.


Então, se você acompanha um caso de uma amiga que esteja passando um casamento ruim por exemplo, e ela não consegue sair da relação, mas busca o seu afeto e diz que apesar de tudo não vai se separar, não tem como chegar e falar algo do tipo: "Não entendo porque não sai fora", ou, "como você aguenta tanto tempo? se eu estivesse no seu lugar não aceitaria....", isso com certeza não seria empatia.

A verdade é que você nunca vai poder estar no lugar dela, porque não terá ideia de tudo o que ela passou, seus traumas ou suas razões para chegar ao ponto de não conseguir se desvencilhar desse tipo de situação. E entender o real significado da empatia vai te ajudar a entender melhor a sua amiga e também compreender e receber esse tipo de reação adversa à sua. Esse insight aconteceu comigo depois da jornada que participei do autoconhecimento.


Depois desse esclarecimento me senti um pouco mais aliviada e predisposta a receber críticas ao contar uma experiência pessoal à alguém. Claro que a partir do momento que você conta uma história para outra pessoa, você está suscetível à julgamentos, lamentações, opiniões boas, ou ruins e isso depende muito de como a pessoa receberá os seus argumentos.


Eu quis trazer esse assunto porque um dia resolvi contar uma história de abuso que eu sofri aos dezessete anos à uma pessoa muito próxima a mim e esse amigo não conseguiu enxergar a situação como uma verdade absoluta, me julgou e me senti extremamente ofendida.


O fato é que hoje eu entendo que ele teve uma criação totalmente diferente da minha, outra educação, valores diferentes e com certeza essa pessoa jamais poderá colocar-se no meu lugar e eu não posso querer que o meu amigo entenda exatamente o ocorrido, nem ele e nem ninguém.


Sempre haverá quem discordará de você. Assim como sempre terão pessoas que demonstrarão compaixão, entendimento e aí sim, empatia, porque não vão querer se colocar no seu lugar, apenas compreenderão a sua história e entenderão a sua reação.


Então vamos frisar que a empatia é o poder que você tem de compreender, sem críticas, a história alheia, compadecer-se ao fato, apoiar, dar afeto e respeitar.


Sobre a história que me referi, um dia compartilharei aqui, até porque hoje não tenho mais medo nenhum de ser criticada, mas tenho vontade de buscar empatia e dividir minhas experiências a fim de ajudar e trocar com outras mulheres que possam ter passado por algo parecido.


O mundo precisa de mais empatia e menos crítica!


Dica livro:

* Em busca de nós mesmos - Clovis de Barros Filho e Pedro Calabrez


Vou deixar um vídeo muito legal, muito fofo sobre empatia que me enviaram hoje, por coincidência.

https://youtu.be/_7BTwvVBrwE



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